Identidades territoriais nas comunidades afrodescendentes urbanas: do cerrado de Goiás aos igarapés do Amapá
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As comunidades tradicionais quilombolas, nem sempre são reconhecidas em territórios urbanos, pois, a percepção que os sujeitos cidatinos possuem sobre o território quilombola perpassa por um local diferenciado em relação ao cheiro, à estrutura e o ambiente relacional. Diante dessa concepção, buscou-se por meio de estudo sobre as identidades territoriais urbanas quilombolas, identificar como essas comunidades conservavam tradicionalmente suas identidades territoriais, como construíram suas identidades e em que momento se ressignificavam. Para obter este entendimento, utilizou-se da abordagem da geografia cultural, geografia histórica, antropologia e sociologia de maneira que este conhecimento fosse ampliado e não limitasse apenas na geografia; afinal, as ciências humanas possuem uma interconectividade de pensamento. Além dessas ciências, o método científico abordado foi fenomenologia, no intuito de compreender o modo de vida das comunidades quilombolas, suas produções no território, suas manifestações culturais, mesmo estando em núcleo urbanos. Como instrumento metodológico foram adaptadas técnicas utilizadas pelo Diagnóstico Rural Participativo, do qual fez-se o uso da pesquisa observação participante quanti-qualitativa, com entrevista e questionários, diagrama de venn, mapa metal, utilização de google maps, dronne, máquina fotográfica, chamada de video (whatssap), reuniões com a comunidade e órgãos governamentais para apresentar o resultado do estudo. Portanto, ao finalizar uma pesquisa dessa natureza, é necessário perceber a pluriterritorialidade identitária das comunidades tradicionais quilombolas urbanas, pois, ao “trazer de fora para dentro” ocorre um empoderamento identitário em que o fenômeno identidade dialoga com o território e articula-se as múltiplas identidades territoriais em quilombos urbanos.
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SANTOS, Fátima Sueli Oliveira dos. Identidades territoriais nas comunidades afrodescendentes urbanas: do cerrado de Goiás aos igarapés do Amapá. 2019. 252 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Instituto de Estudos Socioambientais, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, 2019.
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