Gênero na educação física escolar: as representações das/dos docentes de educação física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP)
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Esta pesquisa segue a efervescência dos debates do feminismo, que deram origem aos estudos
de gênero, com intuito de aproximar e problematizar o tema “gênero da educação”, sobretudo
na Educação Física escolar no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amapá -
IFAP. Vale lembrar que esta pesquisa não nega que existam diferenciações biológicas, contudo
acredita que a prática diária de perpetuar as diferenças sexuais originou essa divisão que se
tornou natural, e ainda que justamente, estes argumentos estruturalistas sustentam um conjunto
de estruturas significantes, como a heterossexualidade compulsória e outros marcadores sociais,
determinando ou pré-discursando sobre papéis e funções de mulheres e homens. Neste contexto,
objetivou analisar as representações das/dos docentes de Educação Física do IFAP, acerca do
tema gênero. Fundamentou-se em uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. O
caminho metodológico foi constituído, a priori, de três etapas: 1) Levantamento bibliográfico;
2) Coleta de dados; e 3) Sistematização e análise de dados, elegendo-se a Análise do Discurso
Crítica (ADC) em Resende e Ramalho (2019) como técnica de análise de dados. Dos resultados
e análise traçados no trabalho, ressaltou-se a realidade de compreensão limitada, em alguns
casos negada, em outros distorcidas, das e dos discentes do IFAP, em se tratando do termo
gêneros, das relações de gênero que figuram o contexto do ensino da Educação Física no IFAP,
são poucos os sujeitos que têm uma noção básica a respeito do tema. Também se evidenciou,
dentre as adversidades encontradas, a ausência de ações pautadas na ampliação dos debates
sobre a temática, fato que tem reflexo na prática docente, muitas vezes, a/o professor deixa ou
precisa encontrar formas e adequações para que possa trabalhar estes conteúdos em suas aulas.
Também, para o posicionamento dos e das discentes, no que tange à inclusão do tema em suas
aulas, apesar de todos discursarem sobre a importância disso, emergiu dois grupos: os que
defendem e são conscientes da necessidade de se trabalhar o conteúdo de gênero na Educação
Física, e os que acreditam que é preciso naturalizar o assunto a ponto de não haver mais
demanda por abordar tais assuntos em suas aulas. Em conclusão, pontuamos que é preciso, no
ensino de Educação Física como um todo, assim como no IFAP, em primeira instância,
reconhecer e enxergar as diferenças, inclui-las sim como um conteúdo transversal e
multidisciplinar que deve ser posto em prática, estruturar a matriz curricular e reconhecer
institucionalmente a demanda existente sobre o debate e as discussões das dicotomias entre
gêneros. Por fim, os discentes precisam assumir seu protagonismo como educadores e sua
grande responsabilidade na busca pela restruturação desse cenário que perpetua a sistemática
das diferenças de gênero, que limita, tolhe, e oprime pessoas, negando-lhes um direito
fundamental de liberdade para ser e construir-se como ser social.
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CONCEIÇÃO, Dennys Max dos Santos da. Gênero na educação física escolar: as representações das/dos docentes de educação física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP). 2022. 75f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Amapá, Macapá, 2022.
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